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Escola Voz do Operário

A Sociedade de Instrução e Beneficência A Voz do Operário é uma associação cultural e de beneficência portuguesa.

Com mais de 130 anos de história, A Voz do Operário assume-se como “uma grande” Instituição da Área Metropolitana de Lisboa.

A Voz do Operário surgiu no seguimento do seu jornal – A Voz do Operário. Era necessário um meio que permitisse não só aos operários dizer a sua verdade como também que esses mesmos operários conseguissem lê-lo.

Foi numa altura em que movimento operário estava em ascensão. Um tempo marcado pela luta contra a monarquia e em que republicanos tiveram o apoio das classes laboriosas. Em Portugal, a indústria tabaqueira era, segundo o historiador Armando de Castro, aquela que gerava o maior volume de negócios. No entanto, em 1879 esta industria sofre uma crise, originando um forte desemprego e agravando as já difíceis condições de vida dos operários da manufactura do tabaco. Sucederam-se as greves e as manifestações, das quais os jornais da época iam dando conta, embora quase sempre, na perspectiva patronal.

Foi a recusa da publicação de uma notícia sobre as condições de vida dos operários tabaqueiros que esteve na origem da criação do jornal “A Voz do Operário”. Foi proposto um periódico que defendesse os operários e os companheiros de outras classes. A exigência financeira que implicava a manutenção do jornal levou a que os operários tabaqueiros procurassem formas de sobrevivência para o projecto. Foi assim que a 13 de Fevereiro de 1883, nasceu a “Sociedade Cooperativa A Voz do Operário”. Mais tarde designada por “Sociedade de Instrução e Beneficência A Voz do Operário”.

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Durante a Primeira República, a instituição teve um grande desenvolvimento. A educação passou ganhou destaque, a par da publicação do jornal e o apoio aos mais desfavorecidos. No entanto, no Estado Novo, a instituição passa por grandes dificuldades. As actividades culturais são cerceadas e a própria educação é sujeita às imposições. Nem por isso a Instituição deixou de prosseguir os seus desígnios e de contribuir para a formação integral dos seus alunos. Foi precisamente a vertente educacional, bem como a ligação à Instituição de eminentes figuras da cultura portuguesa que lhe permitiram sobreviver.

Hoje continua a apoiar várias gerações

A Sociedade tem hoje em dia uma quantidade de serviços de apoio social, desde postos médicos a centros de convívio. A vertente educacional é bastante forte. Da creche ao 2.º ciclo são mais de mil alunos que frequentam as escolas de A Voz do Operário. A Escola dispõe também de atividades extra-curriculares.

Esta Sociedade está distribuída por toda Lisboa: Calçada da Ajuda, Baixa da Banheira, Graça, Laranjeiro, Lavradio e Restelo. São inúmeras as actividades que decorrem diariamente nestes espaços, unindo milhares de pessoas.

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